Próximos eventos

todos

Canalize

Luna Entrevista – Maria Joana, a nova colunista do site

Por: Renata Petry

Maria Joana é cantora, jornalista, produtora e MC de esportes radicais. O Coletivo Luna bateu um papo com ela pra saber um pouco sobre sua carreira e da sua coluna, Canalize.

Você iniciou sua carreira profissional na música, não é?

A música vem desde o berço, sou filha de músico, o pianista Aloísio Milanez. Cresci em meio a “jamsessions” e acompanhando ele em shows e por isso a influencia musical vem desde cedo. Nos anos 80 eu comecei a escutar muito rock e reggae que é muito forte até hoje pra mim.

Por falar em reggae, você fez parte de uma das bandas de reggae de maior destaque da cena carioca.

Naquela época tinha uma grande cena universitária musical e assim surgiu o Medusas Dreads, que eu participei como backing vocal e nós tocamos nas principais casas de show do Rio e do Brasil.

medusa_joana-410x300

O Medusas foi uma referência pro movimento do reggae?

Na cena do reggae independente, sim. Junto com o Dread Lion que é uma banda que tinha muita força na cena. Mas sem rixa, a gente trabalhava junto e o Medusas tinha uma característica forte musical porque contava com o guitarrista Tonho Gebara que trouxe uma musicalidade sofisticada pro estilo e também a coisa do reggae-capoeira. A capoeira estava em alta na época e um dos grandes carros-chefes da gente foi a música faca de ponta que traz o ritmo da capoeira pro reggae.

medusas_marina_barra-410x328

E na sequência você foi estudar comunicação social?

A banda andou paralelamente a comunicação social mas tinha aquela pressão da família de ter uma profissão e acabei estudando jornalismo e na faculdade tive a experiência de usar minha voz como comunicadora, fazendo narração e locução. Tive também um projeto piloto de programa de rádio com o DJ Saci que foi um grande laboratório pra mim em relação a locução. Depois me formei em publicidade e acabei entrando na área de eventos e paralelo a isso fiz narração pro canal SporTV.

E como você foi parar na área de produção de eventos?

Terminada a faculdade eu trabalhei na área artística um tempo. Fui assistente de produção do Kid Abelha e depois entrei pra área de eventos coorporativos aos pouquinhos mas sempre levando em paralelo a locução. Com isso a música foi perdendo um pouco de espaço.

Hoje em dia você é uma referência quando se fala em eventos de esportes radicais. Como que o esporte entrou na sua vida profissional? 

Aconteceu no primeiro X-Games Brasil. Por já ter sido narradora de esportes radicais do SporTV, fui chamada pela Luciana Wolff que eu considero minha madrinha, pra ser narradora do evento. Ela me chamou pra ser “MC” que é uma figura muito presente nos grandes eventos esportivos la fora. Ele é que faz o link com o público. Ele é a voz do evento. Desde então eu venho atuando como mestre de cerimônias. Algum tempo depois a dona da empresa RM Esportes, responsável por esses eventos de esportes radicais no Brasil, me chamou pra entrar pra equipe dela pra trabalhar como produtora.Atualmente a empresa se chama IMX e promove o Vert Jam e a Megarampa entre outros.

imagem02-410x273

imagem01-410x410

Como você lida com essa coisa de ser “multi”?

Quando eu comecei não era comum ter pessoas que faziam diversas “coisas” e era um pouco mal visto profissionalmente mas hoje em dia no mundo em que a gente vive isso já mudou bastante e pra mim é algo super positivo.

Ao longo dessa grande trajetória que uniu a cantora, a jornalista, a produtora e a MC com os esportes, surgiu o Canalize. O que é o Canalize? 

Por estar presente nos bastidores dos principais eventos esportivos super descolados eu tive a vontade de ter um programa meu que mostrasse esses momentos mas eu percebi que seria muito difícil conseguir entrar numa emissora de TV aberta ou fechada. Resolvi pegar meu telefone celular e comecei a gravar “teasers” dos eventos durante as montagens e aproveitando pra já chamar o público e isso foi dando uma visibilidade enorme pro meu canal no youtube, chamado Canalize. Se não me engano o primeiro vídeo que fiz pro canal foi na megarampa ha 4 anos atrás e tive milhares de “views”. A proposta é ser um programa independente e de estar em contato com os principais atletas. De repente estou lá no Vert Jam com o Bob Burnquist, recebendo também o Minotauro ou então Marcelo D2 e poder fazer uma entrevista com eles ali na hora e com a internet eu posso publicar tudo isso de imediato.

Que grandes nomes você já teve o prazer de entrevistar pelo Canalize?

Além desses que eu acabei de citar, teve o Gabriel Pensador, Anderson Silva, muita gente da nova geração do skate, tive também em eventos culturais onde entrevistei a Cissa Guimarães que falou da sua peça e outros artistas também.

image002-410x307

imagem011-410x546

O que a galera que acessa o site do Luna pode esperar da coluna do Canalize?

Vão poder ver o meu olhar canalizando a oportunidade. Como aquele velho ditado “A oportunidade faz o ladrão” (risos). Eu estou ali numa situação, vejo algo interessante, chego com minha cara de pau e consigo ter acesso aos bastidores desses eventos e também a pequenas entrevistas dessas grandes personalidades sempre de uma maneira bem informal e descontraída.