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INSPIRAÇÕES MUSICAIS

Por: Nany Soul

Hoje, diretamente de Trancoso, Bahia, e com coração cheio de inspiração e alegria, que inicio esta coluna. Inspiração é o que move todos aqueles que trabalham com arte. É como o sangue que corre nas veias. Tem a inspiração principal, que nos dá a vida com o simples ato de sugar o ar para dentro dos pulmões;  tem a inspiração que nos leva a criar o novo e tem a inspiração que é a partir de algo ou alguém.

Falemos desse último tipo de inspiração. Vou expor as pessoas que foram, são e serão minhas inspirações na música. Demorei um bom tempo para compreender que cada uma dessas inspirações correspondem a um período da minha vida e que sempre mudarão (faz parte deste ciclo). Ao longo da vida, curti o rock do The Doors, Plebe Rude, Nirvana, gostava de techno e drum and bass para arrasar nas pistas. Curtia uma dor de cotovelos escutando Marvin Gaye e já depois de adulta me iniciei profissionalmente no mundo da música…então o mundo se abriu!! Caiu a ficha e percebi o quanto é infinita e rica a música brasileira, a música universal, a grandiosidade, sua importância. Comecei com o grande mestre da soul music brasileira, Tim Maia e hoje conhecendo sua história, sei que não pode faltar no repertório. Assim como Jorge Ben Jor, Roberto Carlos, Djavan, Wilson Simonal…então as fases e as referências mudam e Elis Regina, Tom Jobim, João Bosco, Tania Maria, Gilberto Gil, Itamar Assumpção, Luis Melodia, Milton Nascimento, Jards Macalé, João Donato passaram a fazer parte do repertório e ai, começa a ficar mais “puxado” e interessante a coisa. Começo a conhecer a riqueza e a complexidade da música brasileira!

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Depois de conhecer esses caras e conhecendo a cena atual, posso dizer que me fechei muito para as novidades. Porém tenho procurado conhecer mais e melhor esta cena, que assim como eu, viveu das referências do passado e podem ser referências para mim também! Conheci o som dos caras do Projeto Nave que faz um som pesado, moderno e vintage. Curti o pessoal do Aláfia com sua sonoridade brasileira, 70 e suas letras inteligentes e divertidas, gostei de Marcia Castro, do jazz provocante do Otis Trio, Bixiga 70, Metá Metá, BNegão…

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E esse ciclo nunca termina e que bom que é assim. Tem que ser assim!! O artista tem que se renovar, se inspirar, ter algo fresco, novo, verdadeiro para chamar de seu. Até que depois de tantas “inspirações” ele finalmente será uma referência, uma nova inspiração e terá assim conseguido encontrar o significado e relevância na história da música.

Tim Maia – Que Beleza

Ao vivo em 1974 na inauguração do Teatro Bandeirantes

Do disco ” Tim Maia Racional Volume 1″

 

Nara Leão & Gilberto Gil – Sarará Miolo (Gilberto Gil)
Ano de 1977.

Álbum: Nara Leão – Os meus amigos são um barato.

Projetonave e Emicida – Até o fim Sampa
Single de 2014